Iniciar o Ubuntu (10.04+) em modo texto

Depois de ver o meu amigo @brunobaruffi sofrer tentando fazer o Ubuntu ligar sem o Gnome, eu achei um método e vou postá-lo aqui para que todos os amigos possam desfrutar dessa informação que irá salvar a vida de muitos desenvolvedores e administradores de rede e dos próprios curiosos.

Bom, a ideia era deixar o ubuntu rodar bonitinho e sem a interface de ‘cara’. Mas que ela estivesse ali na hora que você digitar

# startx

Mas como o Gnome foi feito para os meros mortais, ele tem que iniciar com a bagaça toda. Mas a vovó sempre tem aquela receitinha de bolo guardada né, pois bem, fiz um assalto a velhota e consegui isso.

1.0 – Modificar o arquivo rc-sysinit.conf

sudo gedit /etc/init/rc-sysinit.conf

encontre a linha: env DEFAULT_RUNLEVEL=2

Altere o Valor “2” para “3”


Salve o arquivo.

2.0 – Agora iremos modificar o arquivo gdm.conf

sudo gedit /etc/init/gdm.conf

e modifique por:

start on (filesystem
and started hal
and tty-device-added KERNEL=tty7
and (graphics-device-added or stopped udevtrigger)
and runlevel [!3])
stop on runlevel [016]

salve o arquivo e saia.

reinicie o sistema, vai iniciar em modo texto
para iniciar a iterface grafica, basta digitar 

# startx

MEC vai comprar computadores para as escolas – requisito: compatibilidade com Debian

 

Seja Livre!!! Use Linux

“O Ministério da Educação fechou nesta segunda-feira, dia 22, um leilão por meio de pregão eletrônico para compra de 90 mil computadores. Esses equipamentos vão compor nove mil laboratórios que serão instalados em escolas públicas do Brasil. Cada laboratório tem 10 computadores, uma impressora e um roteador wireless.” Do edital do MEC para a compra de computadores para as escolas públicas:

http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/Proinfo/edital_proinfourbano_…3.1.16 – Os microcomputadores devem ser entregues com a compatibilidade comprovada com o sistema operacional Debian GNU/Linux, versão 4, kernel 2.6.x, ou superior. Permitindo a configuração dos equipamentos em rede, com compartilhamento de seus periféricos e sistema de arquivos. Essa característica deve ser garantida através de declaração do fabricante do equipamento ou documentação técnica / manuais em que conste explicitamente a característica exigida nas especificações técnicas, a ser anexada aos documentos de habilitação. Declarações que não puderem ser comprovadas durante o teste de aderência, estarão sujeitas às penalidades previstas na legislação pertinente.
3.1.17 – Os microcomputadores deverão ser entregues com sistema operacional préinstalado e configurado, a ser fornecido pela Contratante, em até 10 (Dez) dias após a assinatura do Termo de Entrega.”

Fonte: http://br-linux.org/linux/mec-vai-comprar-computadores-para-as-escolas

Virtualizando o Linux dentro do Windows

Tamos de volta! Em caráter de mini-férias ainda, pois o meu corre-corre só irá se normalizar semana que vem.

Então, aproveito um trabalho da faculdade sobre instalação de sistemas Linux para trazer um artigo sobre uma tecnologia que eu venho usando a pouco tempo e já me impressionou muito.

Sim, agora a onda do momento é a virtualização, que pode ser definida como a capacidade de criar e rodar máquinas virtuais dentro de uma arquitetura ou sistema diferente do seu ambiente original.

Traduzindo: Quer usar o Linux pela primeira vez, mas não quer formatar a máquina ou se desfazer do Windows? Que tal rodar o Linux dentro do Windows ou então o Windows dentro do Linux? Que tal ter dois sistemas rodando simultaneamente na sua máquina? Saudades de algum sistema antigo como o Windows 3.1 (não dava tanta pala) ou algum emulador de videogame? Que tal rodá-los no seu micro sem precisar formatar ou particionar a máquina?

Quem nunca teve vontade de experimentar diversas distribuições Linux diferentes ou conhecer os sistemas que rodam em computadores Apple, mas nunca teve R$5.000,00 pilas pra comprar um Mac? Quem quiser, pode ainda rodar o Windows Vista em uma máquina virtual para perder a curiosidade em relação ao novo sistema e perceber o quanto ele é realmente ruim, sem a necessidade de formatar a máquina ou arrancar o XP.

A virtualização permite que pobres mortais possam “empacotar” esses sistemas e rodá-los em um hardware virtual, permitindo que uma única máquina possa ter vários sistemas distintos rodando ao mesmo tempo.

Vou usar o Vmware neste caso, que é um software de criação de máquinas virtuais no Windows, mas logo eu falo também de soluções para Linux.

O meu problema consistia em instalar e configurar uma distribuição Linux no micro, capturando as telas de instalação. Mas, como capturar telas de instalação de um sistema que ainda está sendo instalado? Outro problema é que eu não estava nem um pouco afim de particionar o meu HD novamente ou reinstalar o meu Fedora 7, que já estava funcionando bonitinho.

Então, vamos virtualizar uma instalação! Primeiro passo, baixe o VMware Workstation 6.0.2 (314MB), que é uma versão do programa própria para a virtualização de desktops, preencha o formulário de registro e no fim, você receberá o link para baixar o programa. Preencha o formulário corretamente, pois o serial de ativação do programa será enviado para o email que você preencher.

Este serial permite usar o programa por 30 dias gratuitamente, mas quem quiser registrar o programa por tempo ilimitado, vai a dica do gerador de chaves que eu encontrei no Rapidshare, é só baixar, executar e escolher a opção VMware Workstation for Windows v6 e ele irá gerar uma chave de registro ilimitada.

Após a penosa tarefa de baixar 314MB e instalar e registrar o programa, vamos começar! Para virtualizar um sistema Linux que possa rodar de forma decente, acredito que seja necessário pelo menos 512MB ou 1GB de RAM e 5GB de espaço em disco.

Inicie o Vmware Workstation e vamos criar uma nova máquina virtual, clique em File > New > Virtual Machine…

Você cairá no assistente de criação de máquinas virtuais, mande avançar (next)…

Select the Appropriate Configuration > Neste passo você define certos parâmetros de compatibilidade para que a sua máquina virtual criada possa ser compatível com outros softwares de virtualização, dependendo do hardware que será virtualizado. No nosso caso, basta marcar a opção Typical, para que o sistema reconheça automaticamente as configurações da sua máquina.

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Select a Guest Operating System > Neste passo, basta escolher qual sistema operacional iremos virtualizar. O Vmware oferece um grande número de opções de sistemas, desde toda a família Windows , passando por Linux, Novell, FreeBSD e Sun Solaris.

linux_4.gif

Escolha a opção Linux e na Version, escolha o Linux que você deseja usar. Caso a distribuição que você quer não esteja listada, basta se informar sobre a versão do Kernel do sistema que você pretende usar e escolher a opção respectiva.

Vou usar o Fedora 8 e como ele não está listado, escolho a opção de acordo com a versão do meu kernel: Other Linux 2.6.x kernel.

Name The Virtual Machine > Escolha um nome para a sua máquina virtual e o local onde o sistema irá montar a máquina. Lembre-se que ali ficará o arquivo VMDK onde a máquina virtual será guardada, portanto, escolha um local onde será possível alocar o espaço suficiente para a montagem da máquina.

linux_5.gif

Network Type > Aqui você define o tipo de conexão que a sua máquina virtual usará para se conectar a rede, no meu caso eu utilize a opção NAT, que permite que o sistema faça uma conexão direta com a rede que eu estou usando, seja uma conexão via ADSL ou mesmo por uma rede interna roteada.

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Specify Disk Capacity > Aqui você define o espaço que será reservado para a instalação do sistema. Para alguns sistemas como o Windows Vista, é necessário reservar pelo menos 10GB, no caso de uma instalação simples de Linux (usando apenas Gnome ou KDE) acredito que 3GB sejam suficientes. Vale lembrar que este espaço ainda será usado pelo Linux para a criação de partições como a SWAP, que deve ter o dobro do tamanho da memória virtual, por isso, quanto mais espaço disponível, melhor!

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Pronto! Após criar a máquina virtual você pode definir alguns atributos, como o tamanho da memória RAM que será usada no seu sistema:

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Instalando o sistema na máquina virtual > Coloque no drive o cd ou dvd de instalação do sistema que você escolheu e ligue a máquina virtual, selecionando-a em Favorites e clicando no ícone de play ou com o botão direito em Power On.

A máquina automaticamente irá procurar o cd no drive e iniciará o boot de instalação, daí para frente é como se você estivesse instalando um sistema em um computador qualquer, só que neste caso, você está usando uma máquina virtual.

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Vale sempre lembrar que esta é uma solução paleativa para diversos tipos de situações, como a necessidade de ter dois ou mais sistemas diferentes rodando ao mesmo tempo na máquina e como o hardware usado aqui é virtual, ele possui algumas limitações, como memória de video pequena.

O Linux roda virtualmente belezinha aqui no meu notebook e fazendo alguns testes eu já até virtualizei uma instalação do Ruindows Vista dentro do meu XP e apesar de funcionar perfeitamente, ele fica beeeeeemmmm lento para realizar certas tarefas.

vista-vmware.jpg
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O Vmware apesar de ser pago é a melhor opção para virtualização de sistemas. Ele possui versões para Windows, Linux e Mac. Quem deseja virtualizar usando software livre e gratuito, pode escolher outras boas opções como o Virtual Box ou o Qemu.

Espero que este tutorialzinho possa incentivar mais pessoas a experimentar novos sistemas e tecnologias.

Mais informações sobre virtualização, Qemu, Virtual Box e Vmware, procure no Tio Google, na Wikipédia ou deixe suas dúvidas nos comentários.